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Mostrando postagens de setembro, 2025

Por entre flores e estrelas: 80 anos da Estratosférica

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  No próximo 26 de setembro, o Brasil inteiro sentiria o pulsar de uma data especial: os 80 anos de Gal Costa . Se estivesse entre nós, sua voz — que sempre soou como mar e vento, ousadia e ternura — continuaria a embalar corações e a desafiar silêncios. Gal não foi apenas uma das maiores intérpretes da música brasileira; foi uma força da natureza, um sopro de liberdade que atravessou gerações, da Tropicália à MPB mais íntima, foi um fenômeno. Hoje, em saudade, celebramos não só a artista incomparável, mas a mulher que nos ensinou que a música pode ser coragem, afeto, ciência e eternidade. Uma voz que transformou dor, amor, beleza, política e crítica em música. Em Lágrimas Negras, Gal Costa interpreta versos que provocam imagens poderosas: “São poços de petróleo / A luz negra dos seus olhos”. Essa metáfora pode servir de ponto de partida para ensinar Química e refletir sobre o papel crucial do petróleo em nossas vidas — positiva e negativamente, friso! O petróleo é feito de compo...

O que podemos aprender sobre Química através do ícone Diana Spencer, a eterna Lady Di?

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  Domingo, 31 de agosto de 1997, o mundo despertava e – concomitante, – recebia a notícia da morte em circunstâncias trágicas da Princesa de Gales. Ela era tão requintada que, seja por ironia do destino ou não, predestinação ou não, Diana morreu na cidade mais dândi do mundo: a cidade luz, Paris! A professora tímida à mulher mais fotografada do século XX, estava morta aos 36 anos. E, isso ecoou como um choque maciço que reverbera até os dias atuais. A vida de Diana Spencer foi muito conturbada desde tenra idade, entretanto, ao fazer parte da Família Real Inglesa, os problemas agravaram-se. Abro parêntese, só consegui entender a dimensão de quem foi tal celebridade quando li “Diana, sua verdadeira história”, única biografia autorizada da princesa, escrita por Andrew Morton (jornalista que se tornou amicíssimo durante o processo de escrita do livro) com a ajuda da própria Diana por meio de fitas [cassetes ou K7, sigla mais conhecida!] gravadas no momento da pior crise de seu casament...

A Química no impulso de cada passo durante a corrida: a sensação de euforia

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  Correr envolve mais que algumas passadas. Requer disciplina, força de vontade e superação. Comecei a correr – não, por acaso – mas como “artifício”, como mais uma válvula de escape, pois estava no último ano do meu doutoramento: à espera de um artigo ser aceito e, subsequentemente, a defesa da tese; que levou quatro anos para ficar pronta. Quanta tortura, angústia e ansiedade, faltava-me o ar. A sensação era de estar num “corredor polonês” e chorava com os castigos ali deferidos! A vontade extrema de jogar tudo pra cima e dizer: tchau, chega! Vou-me embora para Pasárgada! (à la Manuel de Barros). No poema do escritor modernista brasileiro, aquele lugar denotava fuga, liberdade. Eu estava querendo a minha [leia-se, alforria], queria ser livre daquelas amarras, destarte, comecei a correr. Os primeiros quilômetros pareciam inatingíveis (estou falando dos 3 Km! O bastante para um calouro!). Dores em toda parte do corpo, exaurido. Cumpri o objetivo e estava convincente de abortar a at...

Os Embalos de Sábado à Noite e a Química: unidos pela disco music

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  Há 45 anos estreava o icônico (e lendário)  Os Embalos de Sábado à Noite  (do inglês,  Saturday Night Fever ), no Brasil. Frisa-se que, até o momento, o longa-metragem ocupa a 11ª posição no ranking das maiores bilheterias do país, uma vez que, trasladou mais de 6 milhões de espectadores aos cinemas em todo território nacional.Temos que nos atentar, era década de 70, sem impactos de canais de streaming, redes sociais, o único veículo de aceitação e/ou divulgação era a tela da sétima arte! E, a posteriori, o som frenético das discotecas ditavam todo e qualquer sucesso.  Preliminarmente, é preciso trazer à baila que, o filme foi inspirado num artigo de jornal New York Post, junho de 1976 – Tribal Rites of the New Saturday Night (Os ritos tribais da nova noite de sábado, em tradução livre) – onde foi relatado o comportamento daqueles jovens nova-iorquinos do distrito de Bay Ridge (no Brooklyn) que queriam ascender na vida.Conquanto a obra cinematográfica seja lem...

Tudo no mundo começou com um “sim”: a vida, a Química e Clarice Lispector

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  Clarice Lispector (Chaya Pinkhasovna Lispector) nasceu na Ucrânia em 10 de dezembro de 1920. E, morre no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1977. No último dia 10 do corrente mês, comemorou-se o centenário de nascimento. Devido perseguições aos judeus durante a Guerra Civil Russa (1918 -1921), foge para o Brasil juntamente com tua família. Põe os pés em solo americano em 1922 (Clarice com 2 anos!), sendo recepcionados pela tia que morava na capital alagoana, Maceió. Frisa-se que Clarice Lispector não tardou a escrever, assim que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância, ela já iniciara teus pequenos textos. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, após o falecimento da tua mãe. Nascida judia numa Ucrânia soviética, mas de alma e criação brasileiras (Clarice dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia – “Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo” – e que sua verdadeira pátria era o Brasil!), Lispector está entre os autores de lí...

O que há [de química] nas lágrimas dos olhos de ressaca de Capitu

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  Caros leitores, primeiramente, deixo em evidência a apreciação de que Capitu não traiu Bentinho. Fã de Machado de Assis, li o folhetim mais de uma vez para não ter influência do protagonista. Sem embargo, sem rodeios e deixando de lado toda a liberdade interpretativa que é permitida ao leitor de uma das obras (de ordem psicológica) machadianas mais importantes da nossa literatura. Acontece, como regra geral na existência humana, a trama do livro é guiada por um varão, cujo apelido, casmurro, revela seu puro devaneio quiçá ciúme doentio e esbalda-se numa das mais sobrepujantes malignidades sociais: o machismo ridículo!  A perpetuação irracional do machismo e do sexismo tanto na obra quanto nos tempos atuais, é algo surreal. Quantos Bentinhos sufocam e/ou anulam Capitus? (Vivemos [ainda] cercados por vários Bentinhos!). É algo que está bem arraigado numa sociedade cuja herança labuta sobre um sistema patriarcal. E graças a vocês, mulheres, um sistema que está em defasagem (e, ...

A trama do fio da vida: Fernanda Montenegro, emoções e Química

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O que é uma emoção? Aquele “frio na barriga” que antecede uma apresentação em público? Sentir saudade de alguém? Ser magoado? Lembrar de um momento especial? Quem nunca sentiu e, – digo mais – vive sentindo emoção? A vida é, na totalidade, constituída por emoções (sejam boas ou dolorosas): nascimento de um(a) filho(a); a chegada de um novo amor; a conquista de um sonho; a dor de ser traído; a morte de um ente querido e inesquecível; emocionar-se ao assistir um filme.  Aqui, entre nós, quem lembra de Central do Brasil? Filme lançado em 1998, com direção de Walter Salles, e estrelado por Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira, como protagonistas. Em linhas gerais, o longa tem como objetivos: i) refletir sobre o analfabetismo no Brasil e relacioná-lo com a ausência de cidadania; ii) analisar sobre a busca de identidade dos brasileiros; e iii) compreender como as transformações de valores e aprimoramento moral influenciam no ser humano. Ademais, a beleza do filme está centrada na s...

Das interações químicas para as ruas: a Química por trás do carnaval

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          É preciso saber que o carnaval não é uma festividade genuinamente brasileira, apesar de sermos o país que mais o celebra e da melhor forma, frisa-se! Ele tem suas raízes em tradições antigas e evoluiu ao longo dos séculos, incorporando elementos de diversas culturas. As origens do carnaval podem ser rastreadas nos festivais pagãos da antiguidade, como as celebrações em honra a Dionísio na Grécia e a Saturnália, em Roma. Essas festividades eram marcadas por excessos, festas, danças e a inversão de normas, onde as classes sociais se misturavam. Outra origem retoma a influência cristã; com a ascensão do cristianismo, a folia momesca passou a ser associada ao período que antecede a quaresma, um tempo de jejum e penitência.          O termo “carnaval” é derivado do latim “carne vale”, que significa “adeus à carne”, referindo-se à prática de se abster de carne durante a quaresma. Assim, o carnaval se tornou uma última oportunidade pa...

Silvio Santos e a Química na televisão: a casa é sua pode entrar

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               Pompons coloridos em punho, agitados para o ar em sintonia, coro uníssono: era muito mais que plateia, eram as “colegas de trabalho”. Esse termo, designado pelo eterno Sílvio Santos já perceptível que o empreendedorismo estava presente.  Longe de ser chefe no sentido marxista, e sim, um líder que comandava uma horda de alegrias [de divertimento aos domingos!], – popularizada ao longo das últimas décadas com a destreza de que quem comanda um exército sem armas, sem austeridade. Dele, a gente só via alguns “aviõeszinhos decolarem” das tuas mãos. Era um dos meus sonhos de criança: estar naquela plateia para pegar tais “aeroplanos” e, comprar doces, claro. O dono do Baú da Felicidade foi o próprio criador e criatura, ele “fez” uma televisão mais despojada, sem scripts e engessamento. Ele sabia como ninguém comandar quadros como “É namoro ou amizade?” (quem lembra do Em Nome do Amor? Dizem que, o Tinder foi inspirado em tal program...