O segredo químico por trás dos passos de Elvis: do palco à tragédia, onde a Química entra na história?



Você provavelmente conhece Elvis Presley pelo topete, pelo rebolado e por sucessos como Jailhouse Rock. Mas o que o Rei do Rock tem a ver com Química? Mais do que você imagina! Usar a história de uma celebridade tão icônica é um truque poderoso para “tirar” a Química do laboratório e colocá-la na vida real – e, no caso de Elvis, é uma lição fundamental sobre reações, estrutura moleculares. Ser fã de Elvis Presley é mais do que admirar um artista que partiu antes do meu nascimento; é crescer e ao longo dos [meus] anos testemunhar um “Big Bang” cultural. É como admirar uma força da natureza que transcendeu o tempo, um fenômeno cuja energia, mesmo décadas após sua despedida, ainda ressoa em cada acorde e rebolado. O Rei do Rock não apenas dominou os palcos; ele cravou um legado imortal que se espalha por gerações. Essa influência global é a prova de que certas energias – sejam elas culturais ou científicas – nunca se extinguem, apenas se transformam, seguindo as leis [eternas] da matéria.

 

O palco de Elvis era um santuário de transformação. Seus passos, suas notas altas, o brilho de seu macacão (jumpsuit); tudo era orquestrado para liberar uma energia pura. Da mesma forma, a Química é a mestra das transformações, estudando como os átomos se rearranjam em estruturas para formar a vida! O sucesso de Elvis era a prova de uma estrutura artística perfeita; a vida, por sua vez, depende de um equilíbrio químico rigoroso.

O corpo humano luta diariamente pela homeostase (processo autorregulador pelo qual um organismo mantém um ambiente interno estável e equilibrado, ajustando-se a condições externas variáveis para garantir a sobrevivência!), o equilíbrio vital. A tragédia pessoal de Elvis, marcada pelo uso excessivo de fármacos, se torna uma metáfora poética e triste: o momento em que a estrutura da vida é desafiada pela estrutura de moléculas sintéticas! É o corpo, esse laboratório biológico perfeito, sendo forçado ao limite por um desequilíbrio químico monumental. Uma batalha árdua para mascarar muitas vezes, um sofrimento ou pressão psicológica, que por fim, a  estrutura orgânica é colapsada...

Agora, vamos ao coração incandescente do show. Minha turnê favorita, a "Burning Love", não é apenas o nome de um hit eletrizante; é o título perfeito para nos ensinar sobre Termoquímica, o ramo da Química que estuda o calor e a energia envolvida nas reações. A frase "Burning Love" (Amor Queimando) seguindo uma instrução à risca, posso dizer-lhe que é uma reação exotérmica em forma de canção! Na Termoquímica, reações exotérmicas são aquelas que liberam calor para o ambiente – “elas incendeiam”! O palco de Elvis agia como um calorímetro gigante, liberando uma entalpia negativa (ΔH<0) de grandes sucessos. Aqui, ressalvo que, até o momento, Elvis foi o único artista que fez sucesso mundial sem nunca ter saído do teu país de origem! Retomando sobre a turnê, ela nos ensina que, seja em um reator industrial ou em um trio elétrico, por exemplo,  a energia não se cria nem se destrói; ela se transforma, como tudo na natureza que Deus criou! O Rei era um catalisador de emoções, contudo era o produto de uma reação: a fusão entre o blues e o country que deu origem ao rock 'n' roll.

Que a ciência seja a nossa testemunha final: o legado de Elvis Presley não é apenas uma recordação nostálgica, é uma prova viva da Lei da Conservação das Massas. A massa e a energia que compunham aquele mito – o fervor, o carisma, a voz que incendiou o mundo – não desapareceram. Elas se transformaram em recordes, em paixão coletiva e na própria estrutura do rock 'n' roll. O Rei do Rock, em sua glória e em sua tragédia, nos ensinou a maior verdade da Química: o que é verdadeiramente poderoso e essencial nunca se perde, apenas se conserva e continua a reagir, eternamente, na cultura e na memória de todos nós.

 

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